Basicamente, reciclagem é o reaproveitamento de materiais que foram descartados, transformando-os em outros produtos. Quanto à reciclagem de latas de alumínio, o Brasil é o campeão mundial em reaproveitamento desse tipo de lixo, conquista que aconteceu pelo sétimo ano consecutivo. A publicação desse dado foi emitida pela Associação Brasileira do Alumínio (ABAL).

Na realização da pesquisa, foi constatado que aproximadamente 96,5% das latinhas que foram disponibilizadas no mercado tiveram como fim a reciclagem. Em 2007, cerca de 11,9 bilhões de latinhas foram recicladas.

O índice de reciclagem das latinhas de alumínio de bebidas no Brasil atingiu 97,9% em 2015, com um total de 292,5 mil toneladas de latas recicladas, quase a totalidade das embalagens colocadas à venda.

De acordo com as duas entidades, somente na coleta da latinha foram injetados cerca de R$ 730 milhões na economia brasileira. O valor equivale a quase um milhão de salários-mínimos por ano, confirmando a importância da reciclagem para a geração de emprego e renda para os catadores de materiais recicláveis.

As latas de alumínio para bebidas merecem destaque na reciclagem, por terem alto consumo e um ciclo de vida muito mais curto que o apresentado por outros produtos de alumínio. A reciclagem da latinha tem levado o Brasil à liderança mundial na atividade, consecutivamente, desde 2001. Em 2016, o Brasil manteve-se entre os países líderes na reciclagem de latas de alumínio para bebidas, com o índice de 97,7%. Foram 280 mil toneladas de sucata de latas recicladas. Atualmente, em aproximadamente 60 dias, uma latinha de alumínio para bebidas pode ser comprada, utilizada, coletada, reciclada, envasada e voltar às prateleiras para o consumo.

Além dos benefícios sociais e econômicos, a reciclagem de latas de alumínio também favorece o meio ambiente. O processo de reciclagem utiliza apenas 5% da energia elétrica e libera somente 5% das emissões de gás de efeito estufa quando comparado com a produção de alumínio primário, segundo dados do International Aluminium Institute. É notória a importância das latas de alumínio para a atividade reciclagem no Brasil, já que, por reforçar a consciência ecológica da população, acaba por estimular a coleta de outros materiais.

Com os esforços desempenhados pela cadeia de reciclagem – fabricantes de chapas, de latas, envasadores de bebidas, cooperativas e recicladoras – e pelo Governo, por meio da conscientização da população, o programa de reciclagem da lata de alumínio é hoje uma experiência de sucesso com grande influência social, econômica e ambiental. Em 2016, somente a etapa de coleta (compra de latas usadas) injetou cerca de R$ 947 milhões na economia nacional, gerando emprego e renda para milhares de pessoas. Esse resultado é fruto da conjugação de vários aspectos. O principal deles é o fato do país possuir um mercado de reciclagem já estabelecido em todas as suas regiões. Além disso, a facilidade na coleta, transporte e venda e o alto valor da sucata de alumínio, aliados à grande disponibilidade durante todo o ano, estimularam a reciclagem das latas de alumínio para bebidas, provocando também mudanças no comportamento do consumidor.

Apesar desse gigantesco número, o Brasil depende de latas oriundas de outros países. Isso se dá pelo fato de que o que é reciclado é usado em siderúrgicas, e não nas fábricas de refrigerantes e outras bebidas.

O elevado índice de reciclagem que o país apresenta não é proveniente da aplicação de medidas de políticas de desenvolvimento sustentável ou porque é politicamente correto, o que ocorre é um fator social. Como há uma enorme desigualdade social no país, muitas famílias encontram nas latinhas uma fonte de complemento de renda, isso de acordo com as declarações do presidente da ABAL, Henio de Nicola.

No Brasil, os números ligados à reciclagem geram um volume de dinheiro bastante alto. Somente no ano de 2007, a atividade movimentou aproximadamente 1,8 bilhão de reais. Desse total, cerca de 523 milhões são provenientes da coleta das latas, atividade de geração de renda para aproximadamente 180 mil brasileiros.