O bioma Pantanal é considerado uma das maiores extensões úmidas contínuas do planeta. Este bioma continental é considerado o de menor extensão territorial no Brasil, entretanto este dado em nada desmerece a exuberante riqueza que o referente bioma abriga. A sua área aproximada é 150.355 km², ocupando assim 1,76% da área total do território brasileiro. Em seu espaço territorial o bioma, que é uma planície aluvial, é influenciado por rios que drenam a bacia do Alto Paraguai. O Pantanal sofre influência direta de três importantes biomas brasileiros: Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica. Além disso sofre influencia do bioma Chaco (nome dado ao Pantanal localizado no norte do Paraguai e leste da Bolívia).

O Pantanal é a maior planície alagável do planeta e abrange os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, estendendo–se pelos países da Bolívia e do Paraguai. Embora seja o mais conservado dos biomas brasileiros, ultimamente o Pantanal vem sendo ameaçado pelos interesses econômicos de pessoas e de grupos empresariais.

O Pantanal ocorre em região plana, banhada pelo Rio Paraguai e seus afluentes: Cuiabá, Aquidauana, Miranda e Negro. Nos meses de cheia, de outubro a abril, os rios transbordam e inundam extensas áreas. Mas essa inundação é lenta, por isso, os animais têm tempo de migrar para terrenos mais elevados. Parte da vegetação alagada morre e a matéria orgânica formada na decomposição serve de alimento para vários animais, principalmente peixes.

O bioma Pantanal mantêm 86,77% de sua cobertura vegetal nativa. A vegetação não florestal (savana [cerrado], savana estéptica [chaco], formações pioneiras e áreas de tensão ecológica ou contatos florísticos [ecótonos e encraves]) é predominante em 81,70% do bioma. Desses, 52,60% são cobertos por savana (cerrado) e 17,60% são ocupados por áreas de transição ecológica ou ecótonos. Os tipos de vegetação florestais (floresta estacional semi-decidual e floresta estacional decidual) representam 5,07% do Pantanal. A maior parte dos 11,54% do bioma alterados por ação antrópica é utilizada para a criação extensiva de gado em pastos plantados (10,92%); apenas 0,26% é usado para lavoura.

Uma característica interessante desse bioma é que muitas espécies ameaçadas em outras regiões do Brasil persistem em populações avantajadas na região, como é o caso do tuiuiú – ave símbolo do Pantanal. Estudos indicam que o bioma abriga os seguintes números de espécies catalogadas: 263 espécies de peixes, 41 espécies de anfíbios, 113 espécies de répteis, 463 espécies de aves e 132 espécies de mamíferos sendo 2 endêmicas. Segundo a Embrapa Pantanal, quase duas mil espécies de plantas já foram identificadas no bioma e classificadas de acordo com seu potencial, e algumas apresentam vigoroso potencial medicinal.

Nos meses de seca, de maio a setembro, baixa o nível das águas, deixando nutrientes que fertilizam os solos. A vegetação cresce novamente nas áreas antes alagadas, reiniciando o ciclo.

A fauna do Pantanal é muito rica. O número de espécies é proporcionalmente menor que o da Amazônia, mas o número de indivíduos por população é maior. Nesse bioma vivem aproximadamente 650 espécies de aves, como o tuiuiú, a garça, o biguá, a biguatinga, as corujas, as araras e a arara-azul.

Existem muitas espécies de peixes em rios do Pantanal. Entre eles estão o dourado, a piranha, o pacu, o curimbatá, a piraputanga (pirapitanga). Os répteis, como jacarés, sucuri, jararaca, também são abundantes nesse ecossistema. A abundância das águas atrai mamíferos aquáticos, como a lontra. Muitos outros mamíferos podem ser observados: anta, cervo-do-pantanal, capivara, onça-pintada, entre outros.

A flora do Pantanal está representada principalmente por carandá, buriti, manduvi, aromita ou esponja, castelo ou pau-branco e piri, entre outros.

Apesar de sua beleza natural exuberante o bioma vem sendo muito impactado pela ação humana, principalmente pela atividade agropecuária, especialmente nas áreas de planalto adjacentes do bioma.

Assim como a fauna e flora da região são admiráveis, há de se destacar a rica presença das comunidades tradicionais como as indígenas, quilombolas, os coletores de iscas ao longo do Rio Paraguai, comunidade Amolar e Paraguai Mirim, dentre outras. No decorrer dos anos essas comunidades influenciaram diretamente na formação cultural da população pantaneira.